Eberron: Khorvaire

Essa é uma série de posts resumindo um pouco das várias facetas do cenário de Eberron.

Gênese
Casas Draconianas

Khorvaire é o continente mais civilizado e palco da (maioria) das aventuras de Eberron. Foi o berço da civilização goblinoide. Onde surgiram os halflings e gnomos. Para onde os anões amigraram a milhares de anos pelos subterrâneos. Onde aconteceu as guerras contra Xoriat. Onde os elfos já colonizaram uma parte e abandonarem. E onde uma expedição de descobrimento vinda de Sarlona chegou. Depois de vários milhares de anos de histótia, aqui são suas nações atuais:

Brasão de AundairAundair
Uma das Cinco Nações. Reino fundado pelos colonos, de tradição rica na educação e nas artes, e de agricultura nos campos. Possui os mais famosos vinhos e o mais requintado gosto das Cinco Nações. Meio isolado, ainda guarda muito ressentimentos dos vizinhos que pegaram boa parte do seu território, como as Extensões Eldeen e Thrane. Entre as nações restantes, Aundair possui um relacionamento neutro-amigável com Breland, total desconfiança com
Karrnath e ainda muita animosidade com Thrane. Entre os pontos interessantes temos Stormholme, a ilha-sede de Lyrandar, o Congresso Arcano, academia de magia muito respeitada.

BrelandBrasão de Breland
Uma das Cinco Nações, mistura uma tradição agrícola nos campos com uma cosmopolita vida comercial-industrial nos grandes centros. Uma das nações mais fortes do mundo, e das mais populosas, imagina-se que
Breland poderia ter continuado lutando a guerra por muitos e muitos anos. Dizem que acabaria vencendo. Basta dizer que Sharn fica aqui(mas não é a capital, essa é Wroat).

Hobgoblins escravagistas.

hobgoblins

Darguun
O que sobrou do império goblinóide. Conseguiu se destacar de Cyre e Breland durante a guerra com uma manobra traiçoeira que deixou milhares de mortos, e hoje é governada por um senhor da guerra hobgoblim que
assinou tratados com as Cinco Nações para que sua soberania seja reconhecida. Mesmo assim existe muita dissidência interna.

Rarshasa

Rarshasa

Vastidão Demoníaca
O que sobrou da Era dos Demônios. Lugares  desolados, habitados por seres demoníacos e abissais. Tribos bárbaras veneram os Rajahs e assassinam tudo que vêem. Seres de poder divino estão aprisionados e
manipulam os eventos do mundo através de agentes avançados. Bárbaros orcs atacam tudo que tenta entrar e sair da Vastidão.

Droaam
Sabe-se pouco de Droaam. Há duas décadas era parte de Breland, mas ninguém morava em seu território. Era habitado por monstros e humanóides monstruosos de todos os tipos, extremamente hostis. Há duas décadas um trio de Bruxas tomou como responsabilidade “domar” a região, e colocou um mínimo de ordem em seus habitantes monstruosos. Hoje exporta mercenários poderosos e exóticos pra vários pontos de Khorvaire através da Casa Tharashk.

Extensões Eldeen
Grande extensão de matas verdejantes e campos de cultivo e criação de animais. Sede dos poderes druidicos de Khorvaire e maior floresta do continente. É a maior fonte de alimentos e animais. Lar da Casa Vadalis, e do Arquidruida Oalian, um pinheirão despertado que é o líder de todas as ordens druídicas. Não é um lugar seguro, e muitos perigos existem nas suas áreas ermas e selvagens.

Karrnath
Uma das Cinco Nações originais, origem do próprio Galifar I que unificou os reinos, Karrnath tem uma longa tradição bélica. Foi a primeira nação a contestar a sucessão do Grande Rei Jarot. No entanto, com a subida ao trono de Kaius III, Karrnath tem sido a principal nação que busca a paz. Foi a primeira à assinar o tratado que acabou a guerra e busca fazer acordos duradouros de aliança. Está num aliança morna com Breland, e tenta firmar a paz com Aundair e Thrane, nações que mais lutou durante guerra. Tem uma forte aliança que já dura desde antes da guerra com os anões, e um tratado de proteção mútua com os halflings de Talenta. Durante a guerra Karnnath foi conhecida por suas táticas brilhantes e uso extensivo de mortos vivos entre suas tropas. Umas de suas principais religiões é o Sangue de Vol, que estimula e divinisa a não-vida. Karrnath é famosa também por sua cerveja, tida como a melhor de Khorvaire, e por ser a sede da Casa Jorasco e Deneith.

Principados de Lhazaar
Batizados com o nome do mítico explorador de Sarlona que descobriu Khorvaire, os Principados se formaram na mesma época que as Cinco Nações, 1000 anos antes de Galifar unificar a região. E nessa época já
tinham estabelecido fortemente sua merecida fama de piratas e saqueadores. Durante o reinado de Galifar, após um conflito, aceitaram o domínio do Grande Rei, apesar de cada príncipe permanecer autônomo em seu “reino”, e pagarem tributos para a coroa. Isso durou até a Última Guerra. Os Príncipes sempre estão unidos contra ameaças externas, mesmo que individualmente não admitam isso. Na assinatura do Tratado, eles estiveram unidos por
tempo suficiente para discutir como uma frente única e foram reconhecidos como uma confederação legitima. Após a guerra a maioria dos príncipes largou mão da aliança, para voltar a vida livre de pirata normal de antes.

Terra da Lamentação
Cyre era a pérola do Reino de Galifar. Seu povo nobre, educado produzia obras de arte de valor memorável, suas cidades eram as mais belas e seus desenvolvimentos os mais significativos. Mesmo Sharn não
se comparava a grandiosidade de Metrol. Seu poder e status era influenciado pelas casas Canith e Phialarn que faziam dela sua base de operações. Mas Cyre também foi a que mais sofreu com a guerra. Por fazer
divisa com todos os reinos, muitas e sangrentas batalhas foram travadas em seu território, e com o passar dos anos, o que era belo e vibrante foi ficando negro e vermelho. Tudo durou até o Dia do Lamento. Ninguém sabe se o acidente foi obra de alguma nova arma de Cyre, ou foi deflagrado por seus inimigos, ou outra razão. Mas a 4 anos atrás, uma explosão de magia sobrenatural destruiu Cyre e alterou pra sempre tudo que sobrou. Hoje uma muralha espessa de névoa cinza doentia envolve as antigas divisas, e além dela jazem campos de vidro e metal, pilhas e pilhas de cadáveres que não se decompõe, várias monstruosidades se levantam, e a própria magia e as leis naturais não funcionam direito. Cyre virou a antítese da vida e
da natureza, a Terra da Lamentação. Dizem rumores que os únicos que vivem lá, além dos caçadores de tesouros, são warforgeds. Reunidos em volta de um nobre filosofo, ou conquistador insano(depende de quem conta a história), os warforgeds deslocados com o fim da guerra começam a formar algum tipo de comunidade, já q seus corpos artificiais não são afetados pela anaturalidade do tumor na realidade. Os Cyranos que sobreviveram ou estavam fora, estão como estrangeiros permanentes em espalhados por Khorvaire, sem ter uma terra pra ser deles. Numa tentativa de fechar cicatrizes, o Rei Boranel de Breland concedeu o controle de uma cidade perto da antiga borda entre os reinos para um membro sobrevivente da nobreza de Cyre, e os Cyranos foram migrando para a cidade de Nova Cyre para tentar dar continuidade a bela história de seu reino morto.

Mror Holds
Lar impenetrável dos anões, seus 12 clãs(incluindo o clã Kundarak) habitam as montanhas e as profundezas dessa faixa de terra. Por muitos séculos os clãs brigaram entre si, e isso os levou a dominação pelo
reino de Karrnath. Durante a guerra conseguiram sua independência e passaram atuar em conjunto, apesar de ainda algumas mágoas estarem sendo remoídas entre os clãs.

Q’Barra
Uma colônia recente feita numa selva plana e isolada num canto do continente, Q’Barra é um lugar de idealistas e refugiados da Última Guerra, que buscam revitalizar os antigos ideais de Galifar. O Novo Reino enfrenta problemas de suprimentos, e conflitos com as tribos nativas de homens-lagarto. Mas vão se virando.

Charcos Sombrios
Nos Charcos Sombrios moram a maioria dos meio-orcs do mundo, e tem uma grande população de orcs e humanos. É habitado por clãs, que se dividem em famílias. Com livre miscigenação de orcs e humanos nessas
famílias, sendo poucas mono-raciais. Nos charcos existem o maior número de Guardiões do Portal, um seita druidica orc que expulsou as aberrações do mundo e hoje mantém esses portais de proteção e lutam contra aberrações que remanesceram. Pelo mesmo motivo, nos Charcos é grande o número de orc e humanos que adoram o Dragão Abaixo, um culto que venera a loucura de Khyber na forma de aberrações. A Casa Tharashk tem uma sede espalhada pelos charcos, onde forma um grande clã disperso. A maior parte dos Lascas de Eberron(dragonshards) é encontrada aqui. A área é toda pantanosa e dominada por regiões alagadas. As poucas cidades que existem normalmente são flutuantes ou elevadas.

Planícies Talenta
Halflings bárbaros montadores e domadores de dinossauros vagam por esses extensas planícies. Já lutaram muito entre si, pois são um povo guerreiro. Mas durante a Última Guerra se uniram sobre uma única bandeira e se tornaram uma força poderosa, expulsando invasores e protegendo sua terra. Hoje são independentes e aliados de Karnath. A Casa Ghalanda mantém a única comunidade fixa das planícies, onde possuem seu centro de operações.

Thrane
Uma das Cinco Nações originais e onde foi fundada a Igreja da Chama Prataeada, era é uma monarquia, mas hoje é uma teocracia. O real poder está na Igreja, que controla o estado em vários níveis. O povo de Thrane é simples e honesto, e a maioria muito fiel aos preceitos da Chama. Outras religiões não são mal vistas, mas apenas os Anfitriões não são tratados com extrema desconfiança(só alguma). O reino lutou fortemente contra Karnath durante a guerra, e hoje suas relações ainda estão abaladas.

elfo valenarValenar
A muitos milênios, durante o Império Goblinóide, os elfos Tairn Nadal, de uma cultura diferente dos elfos da Corte Imortal de Aerenal, mas morando na mesma ilha, colonizaram uma pequena região de Khorvaire. Eles veneram seus antepassados tentando dar vida aos seus grandes feitos de Era dos Gigantes. Uma cultura guerreira, vieram e tentaram formar uma colônia num canto de Khorvaire. Após resistirem anos a fio os avanços do Império, foram chamados de volta para defender Aerenal dos dragões. Recentemente voltaram, declarando que a terra era deles por direito, sendo seus antepassados os primeiros colonos daquele lugar. E obviamente lutaram para provar isso. Com o fim da Guerra, foi lhes concedido controle oficial do reino, mas ainda grupos de guerra avançam contra tropas inimigas nos reinos vizinhos, como Karnath. Os Tairn Nadal são orgulhosos e guerreiros, além de nômades. As tarefas burocráticas são feitas quase todas por meio-elfos, e os trabalhos braçais e camponeses são feitos pelos humanos que moravam lá antes da conquista pelos elfos. E esses se dizem muito felizes com os novos senhores, pelo menos não são piores que os antigos.

Zilargo
Terra pacífica e civilizada dos gnomos, seus moradores negociam informações e produtos manufaturados por toda Khorvaire. Culturalmente pacíficos, os Gnomos se mantiverem aliados a Breland na guerra, mas não enviaram tropas para combater em nenhum momento. A revista mais lida em Khorvaire é de Zilargo, assim como os maiores centros de conhecimento, como bibliotecas e universidades. Zilargo também é famosa por sua total ausência de policiamento nas cidades, praticamente nenhum tipo de crime conhecido em suas ruas.

2 Responses to Eberron: Khorvaire

  1. Tio Nitro disse:

    Bão dimais o resumão! Valeu Balard!

  2. Gun Hazard disse:

    Estou adorando os resumos se continuar assim é perigoso meu grupo me obrigar a narrar Eberron, depois de Ravenloft…

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