Vinda da escuridão – parte 1.

 I

Nova Orleans, 1795.

– Pois é xerife, quando chegamos a casa já estava tomada pelo fogo, que rapidamente se alastrou por toda a propriedade, não sobrou nada…

O xerife Joseph, terceiro filho de uma família típica do oeste, anotava tudo o que o bom Jefrey Welson vizinho dos Lambert contava. Ele sabia que aquela postura dos recém chegados iria causar algum problema, afinal uma família libertina como aquela que comia junto com os negros. Ele sabia que só podia dar nisso.

Após anotar tudo, Joseph ordena que seus homens afastem todos do local e resolve ele mesmo ir até a área que até o dia anterior era uma bela mansão. Joseph sentia o chão ainda quente e percorria o entorno da casa principal enquanto pensava que o fogo consumira realmente tudo, as paredes que ainda estavam de pé nada mais eram que uma pilha de carvão.

Analisando o lugar Joseph repara que o incêndio começara do interior da casa, então ele resolve entrar pela porta dos fundos que dava acesso à cozinha, entrada comumente usada pelos escravos e servos da casa.

Joseph já havia estado na casa dos Lambert, foi a quase quatro meses antes do incêndio, ele junto com Michael, o patriarca dos Lambert, voltavam da cidade onde havia acontecido uma reunião geral. O Prefeito Leonard Kingston convocara os cidadãos para pronunciar seu afastamento do cargo devido a problemas de saúde. Após a reunião pública Michael, Joseph e Joshua Bartey (o médico da cidade) foram beber na taverna de Willien Jonhson e no final da noite os três encontraram Elisabeth Carter.

Elibeth Carter era a filha do meio dos Carter, após a morte do pai, enforcado por seguidos assaltos e assassinatos. Nenhuma pessoa da família era bem vista na cidade, mas Elisa e suas outras duas irmãs, Hanna e Kimberly eram freqüentemente vistas próximas ao bosque, onde viviam. Sempre dispostas a entreterem viajantes ou homens solitários.

Elisa conhecia bem os três homens que vinham pela estrada, já havia se deitado com todos eles. Mas nunca com mais de um ao mesmo tempo. Suas irmãs não tinham ainda voltado. Ela pensou em se esconder, mas já era tarde eles a avistaram e vinham em sua direção. Pensou em correr, mas mesmo embriagados eles eram três e mais fortes que ela, ela não teria chance.

– Elisa, meu anjo… – disse Joshua se aproximando – Não poderia cuidar de um amigo necessitado.

– Ora rapazes, vocês sabem que eu sempre estou disposta a ajudar um amigo… Um amigo. – respondeu.

Nesse momento Joseph a toma nos braços, abraçando-lhe a cintura fina, marcada pelo espartilho, e fala junto à orelha:

– Que isso Lis, nós somos seus amigos… Viemos até aqui para vê-la e as suas irmãs. Onde elas estão?

Antes que pudesse responder, Michael, o mais libertino dos três homens, a abraça pelas costas com força empurrando seu sexo contra ela.

– Elisabeth, você irá gostar também… – sussurrou ao ouvido dela enquanto a levantava tirando-a do chão.

Os três homens então levaram a jovem Elisabeth que nada pôde fazer contra os três. Apenas os gritos abafados de Elisa enquanto era sodomizada pelos três foi ouvido naquela noite.

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