Vinda da escuridão – parte 2.

II

                Os acontecimentos daquela noite voltam à mente do xerife, então uma sensação ruim percorre todo o seu corpo. Joseph olha ao redor sem nada ver, dá um suspiro de alívio e entra de uma vez nos escombros da casa.

O cheiro de carne queimada ainda é forte, alguns corpos retorcidos pela estão pelo chão da cozinha. “Por que não saíram da casa? As portas não estavam trancadas” pensava Joseph.

O piso de madeira rangia a cada passo dado, cada vez mais corpos eram encontrados pela casa. Ele atravessou a antiga cozinha e o corredor de acesso à sala de jantar, o odor ia ficando cada vez mais insuportável. Quando ele olhou ainda pelo arco da passagem para o interior da sala de jantar, Joseph sentiu seu sangue gelar, era abominável a cena.

Corpos carbonizados sentados à mesa e posta uma massa que a primeira vista não era possível distinguir as formas. Os corpos sentados pareciam com os integrantes da família a exceção de Michael, sob a mesa a massa carbonizada era na verdade dois corpos nus em posição de coito.

Joseph tentou gritar ao identificar a cena. Ele se aproximou da mesa, estranhamente o chão não estava queimado. Ele analisou o piso e reparou que havia algo na parte de baixo da mesa. Com algum esforço para evitar o vomito ele consegui se colocar abaixo da mesa, na parte posterior da mesa havia o cabo de uma faca que fora fincada na mesa. Pela posição acertou o corpo da mulher que estava sobre a mesa. Havia também uma crosta de sangue corria pelo cabo da faca se projetando numa poça no chão.

Com um pano enrolando sua mão o xerife remove a faca e repara que ela possuía uma jóia ou um símbolo que fora arrancado de sua empunhadura. E a lâmina era trabalhada com alguns símbolos que ele nunca antes havia visto. Quando enfim ele saiu de baixo da mesa. Continuou a caminhar pela casa em busca de mais vestígios sobre o motivo do incêndio. Ao retornar para a cozinha com passos apressados o xerife ouve um ruído vindo da sala de jantar.

“Mas que diabos, está acontecendo!” – pensa

Um cheiro ocre nauseante toma o ambiente. Joseph consegue ouvir algumas vozes ao fundo se distanciando eram os homens que trabalhavam para ele. Parecia que eles iam embora. O ruído agora aumentara pareciam passos, “mas quem seria?” pensava.

Ao se voltar para a direção dos passos, Joseph sente uma lâmina fria perfurar-lhe a barriga rasgando seu estômago. Sem compreender o que acontecia ele olha para frente e vê o que lhe parecia uma mulher.

A carne de seu corpo estava retorcida e enegrecida, um dos seios havia sido arrancado e ferimentos de diversas facadas abertos por todo o corpo nu, ainda secretavam pus. Ela sorri para o homem enquanto sussurra, sua voz parece vinda das profundezas…

– “Não se preocupe, você vai gostar…”

Joseph tenta gritar, mas o sangue o sufoca impedindo proferir qualquer som.

Do lado de fora junto aos assistentes do xerife, as três irmãs Carter, sorriem enquanto partem com os dois assistentes em direção à floresta.

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