Feliz Natal!

Feliz Die Natali Solis Invicti.
Feliz Nascimento de Mithra e Budha.
Feliz Yule!

E principalmente…

UM FELIZ NATAL!

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Vinda da escuridão – parte 11.

XI

                Phillip Frings voltava para casa caminhando tranquilamente pela estreita estrada de terra batida quando aquele automóvel passou ao seu lado jogando terra para todo lado deixando como rastro uma nuvem de poeira. Mais um pouco ele teria sido atropelado.

Após remover um pouco da poeira do corpo, Phillip entrou em casa.

– Queridas! Estou em casa! – falou da porta. Como nenhuma das duas mulheres da casa, sua esposa e filha, responderam. Phillip seguiu para a cozinha com o intuito de ver o que estava acontecendo.

– Ora o que está acontecendo. Onde as duas se meteram? – disse para si mesmo, observando que as panelas estavam sobre o fogão que ainda emitia algum calor.

Amanda e a mãe voltavam para casa conversando e sorrindo quando ouviram os sons do automóvel que passava retornando da cidade na direção da fazenda dos Lambert.

– Mamãe, será que poderemos comprar um automóvel algum dia? – perguntou a jovem.

– Não sei minha filha eles são muito caros. Por quê?

– Eu gostaria de ter um e para dirigir por essas estradas. – disse Amanda fazendo os gestos como se segurasse um volante.

– Menina, ora veja se isso é coisa de uma dona de casa! Isso é coisa para os homens! Devemos estar prontas para servi-los. E vamos logo, pois seu pai já deve ter chegado a casa e vai ser uma reclamação só!

As duas mulheres seguiam rápido para casa, enquanto as primeiras estrelas começavam a apontar no céu. Quando a casa já era avistada elas viram que algumas das lamparinas já estavam acesas sinal que Phillip já se encontrava em casa para desespero de Marta.

– Olhe só! Seu pai já chegou! Hoje vai ser uma noite daquelas.

Quanto mais o tempo passava mais preocupado ficava Phillip, “Onde teriam ido aquelas duas?”, pensava. O dia não fora muito pesado, mas agora se lembrava de um paciente emergencial no final do dia que a priori não chamara muita atenção. Mas com esse tempo que ficou sozinho o caso retornava os seus pensamentos.

Já estava preparando a maleta para voltar para casa quando a Senhora Smith entrou no consultório trazendo seu filho, uma criança com seus sete ou oito meses, em prantos. O bebê estava muito escuro e não respirava. Ela contou que o menino brincava com os irmãos na cama quando tentando se levantar escorregou e bateu com o pescoço na cabeceira da cama. Como ele não chorou os irmãos não se importaram, mas o fato do bebê ficar parado chamou a atenção da mãe que o pegou e correu para o consultório do médico.

Após alguns procedimentos para estimular a respiração o doutor Frings conseguira trazer de volta a vida o bebê. Porém naquele momento um detalhe passara despercebido por Phillip Frings. O bebê não tinha nenhuma marca que demonstrasse que havia sofrido um acidente como a mãe comentara.

No seu devaneio o doutor Frings nem reparou quando a esposa e a filha entraram na casa. Ele estava sentado em seu escritório fazendo algumas anotações sobre o caso do bebê dos Smiths quando a porta do escritório repentinamente se abriu e por ela Amanda passara como um furacão, assutando-o.

– PAI! – grita Amanda entrando correndo pela porta indo na direção de Phillip.

– MEU DEUS! – responde gritando com o susto que sofrera pela entrada tão abrupta da filha. – Amanda onde é que vocês se meteram? Cadê sua mãe? – completou já se recuperando do susto.

– Ela foi direto para a cozinha e me pediu para vir até aqui chamá-lo para jantarmos.

– Bem… Vamos.

– Papai. Hoje essa noite vai ser ruim. – o tom da voz da menina passara do descontraído para um tom sombrio como uma chuva de verão – Será a noite da lua de sangue.

– Por que você diz isso filha?

– Minha mãe de verdade me falou. Ela também me disse para eu encontrar o forasteiro e que eu ir com ele.

Phillip Frings já havia presenciado uma destas conversas de sua filha com o que ela dizia ser sua mãe de verdade. Todas as vezes que ela lhe contara que a mãe de verdade lhe disse algo realmente acontecia. Como em dois acidentes que ele sofrera que foram previstos pela menina com a mesma riqueza de detalhes que ela contara. Por conta disso ele passara a acreditar no que ela falava e não deixar por conta do acaso.

– Bem minha filha. Talvez sua mãe de verdade esteja errada desta vez. – diz Phillip desviando o olhar para a filha.

Quando os olhares se cruzaram Phillip teve a impressão por um momento de quem estava a sua frente não era mais Amanda, mas sim Elisabete Carter sua progenitora. Ela o transmitia um olhar severo que o forçou a desviar o olhar por um só instante.

– Vá Amanda, vá ajudar sua mãe a por a mesa. Irei terminar essas anotações e vou logo em seguida.

Phillip observou a filha saindo enquanto pensava em como ela se parecia com Elisabete. Ele desviou a atenção para a janela, por onde procurou a lua enquanto balbuciou:

– Será verdade?

Vinda da escuridão – parte 10

X

Thomas caminhava cautelosamente pelo porão procurando por algum objeto que pudesse ser da construção original que ele pudesse levar consigo. Agora o odor não era tão cáustico quanto no momento que entrara.

Agora após caminhar até o parecia ser o centro do porão ele pode calcular sua exata dimensão. O porão não era muito grande, ele não ocupava toda a extensão da mansão apenas a cozinha e a sala de jantar eram o tamanho.

Suas paredes eram preenchidas por estantes. Numa observação mais superficial parecia que mantimentos pudessem ser estocados naquele local. Possivelmente conclui Thomas deveria existir outra entrada para o porão, possivelmente em acesso pela cozinha. Mas com a reconstrução da mansão talvez essa passagem possa ter sido lacrada. Havia ainda outras cinco estantes no colocadas em fila no centro do porão estas aparentavam ser uma espécie de adega, devido aos encaixes para garrafas.

Procurando pela possível passagem de acesso à parte interna da casa, Thomas encontra um estranho objeto empoeirado numa prateleira, com o lenço com o qual cobrira o rosto ele toma para si o objeto, que parecia uma medalha ou pingente de cordão. Pelo tato ele reparou que esse objeto de forma retangular possuía alguma coisa gravada em alto relevo, mas que por ora não poderia analisar com calma.

Enquanto tateava o objeto Thomas ouve um ruído às suas costas. Ele se vira para ver o que poderia ser, mas não vê nada.

“Estou começando a ouvir coisas. Bem acho que isso que encontrei já vai servir. Agora devo colocar tudo de volta no seu devido lugar” – pensava, enquanto colocava o lenço com a medalha no bolso.

Quando começava a subir, Thomas sente uma forte pancada na nuca que o faz perder os sentidos.

O ruído do automóvel se aproximando faz Thomas acordar. E ele se vê sentado num dos bancos da varanda na entrada da casa. Assustado ele põe a mão no bolso em busca da medalha que é tocada com os seus dedos.

“Mas o que será que a…” – seu pensamento é cortado e a mente de Thomas é invadida pela visão de uma jovem loira de cabelos longos e lisos, no alto de sua juventude trajando um vestido branco correndo feliz pela floresta. Então a jovem olha para ele.

O susto pelo olhar da jovem desperta Thomas. Que não consegue por mais que tente lembrar-se do rosto da jovem, mas um nome vem a sua mente.

“Carter.”

– Carter… – ele repete para si mesmo sem reparar que os outros dois homens já estavam ao seu lado.

– Do que me chamou Sr. Fisher? – perguntava Eric ao se aproximar.

– Er… Não nada, apenas… Então Eric está pronto para nossa noite? – tentava desconversar.

– Sr. Fisher, aqui está sua mala. – Interrompe providencialmente Steve quando reparou que o vendedor iria insistir no assunto.

Vinda da escuridão – parte 9.

IX

Thomas caminhava pela parte externa da casa procurando por algum vestígio da casa original. Thomas fizera há alguns anos um estudo sobre casas com histórias de tragédias inexplicáveis, a Mansão da Fazenda Lambert foi uma das que ele encontrou no seu estudo. Ele já havia tentado em outras quatro propriedades encontrar algum vestígio de ação sobrenatural. Mas apesar da história as tentativas anteriores foram todas fracassadas. Algo dizia para Thomas que dessa vez seria diferente.

Enquanto viajava de Quebec para Nova Orleans Thomas estudou muito sobre a mansão dos Lambert e descobriu que após o incêndio muitas catástrofes e eventos inexplicáveis começaram a ocorrer na cidade Des Allemands. Outra coisa que descobriu foi que após o incêndio a casa original fora demolida e construída a atual pelos antigos proprietários. Estes mesmos após a construção que demorou oito meses só residiram ali por duas semanas, quando puseram a propriedade a venda e se mudaram. Quando chegou a Des Allemands procurou mais informações sobre a propriedade e ficou sabendo que o porão da mansão ainda é o da construção original. E era essa entrada que Thomas procurava.

“Duas horas, é todo o tempo que vou precisar.” – pensava Thomas.

Depois de circundar a casa ele encontrou a entrada para o porão, ela estava como pensara trancada com um cadeado.

“É isso.”

De posse da chave ele tenta destrancar o cadeado em vão. Então ele parte para a entrada e abre a porta principal com a chave.

“Porque eu não fiz isso antes. Perdi um tempo precioso.” – se recriminava.

Buscou pelos móveis da sala de estar e nada, nos da sala de jantar e não encontrou nada também. Já estava a ponto de desistir, quando vasculhando a cozinha tentou no armário da dispensa e encontrou um molho com chaves etiquetadas.

Retirou a chave com a etiqueta do porão e seguir rapidamente de volta para abrir o cadeado.

Assim que Thomas abre a porta um vento com odor nauseante é expelido do porão. Então de posse de um lenço que põe no rosto para protegê-lo do cheiro forte ele entra no porão.


Vinda da escuridão – parte 8.

VIII

– Chegamos senhor Eric. – fala o motorista parando o automóvel.

Steve desce antes num só pulo e rapidamente já está ao lado de Eric ajudando-o a descer do veículo.

– Steve, em quanto tempo estará de volta? – pergunta o vendedor arrumando o terno.

– Estarei aqui aguardando pelo senhor dentro de uma hora. Mas não precisa correr com seus afazeres. Eu vou comprar alguma comida para ele e buscar a mala do Sr. Fisher, depois eu irei jantar no hotel. Portanto pode fazer tudo com tranqüilidade.

Na mente de Steve ele seguia o plano de seu patrão, ganhar tempo. Era tudo o que ele precisava, se o vendedor estivesse com muita pressa ele poderia forjar uma quebra no veículo. Um homem do interior não deveria conhecer muito destas máquinas e esse seria o plano caso tivesse problemas.

– Então está certo irei fazer minhas coisas, e caso não esteja tudo pronto quando chegar buzine que irei me apressar para terminar o que estiver fazendo.

– Está certo assim senhor Eric.

Com isso os dois homens se despedem com um aperto de mãos.

Enquanto Eric seguia para sua casa, Steve deixava escapar um sorriso no canto da boca.

– Brenda! Brenda! – entrava gritando Eric em casa chamando pela esposa.

– O que foi Eric, por que essa gritaria toda?

– Prepare alguma coisa para eu comer enquanto vou me trocar, acho que vou conseguir vender a fazenda dos Lambert. Mas devo passar a noite lá com o comprador.

– Querido você tem razão que quer fazer isso? Passar a noite naquele lugar? – disse Brenda com a voz preocupada.

– Vamos logo mulher! Se eu vender aquela propriedade estaremos livres de todas as nossas dívidas. Não será uma lenda que os mais velhos contam que vai nos impedir! – respondeu Eric subindo as escadas e tirando a roupa.

Brenda Keneth era um bebê quando o incêndio ocorreu, mas as marcas deixadas em toda a cidade ainda eram sentidas, e como o marido iria passar a noite na fazenda amaldiçoada dos Lambert ela se lembrava das estórias contadas por seu avô sobre o incêndio.

No dia anterior ao incêndio, o noivo se sua tia; Joseph Winchester, o então xerife da cidade, havia marcado a data para o casamento. Porém a última vez que ele foi visto foi pela manhã nos restos do incêndio e depois partiu a cavalo em direção a cidade e nunca mais foi visto por ninguém.

Devido ao desaparecimento do noivo, a tia de Brenda tentou diversas vezes o suicídio, quando por fim conseguiu um mês depois do desaparecimento ela foi encontrada morta enforcada pendurada no quarto.

Nessa época um novo médico chegava à cidade era um alemão chamado Dr. Frings, ele veio para a cidade com a esposa uma descendente de nativos americanos, criada no Oeste chamada Marta. Como único médico da cidade ele foi o responsável pela verificação do corpo antes do enterro.

Durante o exame do corpo o médico reparou e contou para os pais da moça que ela já não era mais pura, e, portanto esse talvez fosse o motivo da tragédia.

Por um ano o avô de Brenda procurou por indícios do paradeiro de Joseph Winchester, mas em vão. Os outros membros da família do antigo xerife um a um foram acometidos de males mentais, fazendo com que alguns se matassem outros ficassem loucos e largassem tudo e partissem da cidade no meio da noite. Todos na cidade condenavam aquele lugar, após o incêndio todas as famílias da cidade passaram a ter uma história ruim para contar.

Eric retornava do quarto já com a maleta com alguns itens de higiene e roupas extras, bem como um revólver, nunca se sabe o que será preciso. Enquanto a mulher preparava algo de comer para levar ele comia o jantar que estava servido e escrevia um bilhete.

– Pronto Eric aqui está. – disse Brenda deixando um embrulho de papel sobre a mesa. – Não vai adiantar eu pedir para que não vá. Então lhe peço, tenha muito cuidado e volte vivo para casa.

– Pode deixar querida, não vai acontecer nada. – Eric respondia escondendo o bilhete com o lenço que usara enquanto comia.

Ele então se levanta, dá um beijo apaixonado na esposa.

No momento marcado o motorista do estranho homem buzinava conforme o combinado e o aguardava por Eric.                 Brenda leva o marido até a porta com a sensação de que talvez essa fosse à última vez que estava vendo o marido.

– Fique tranqüila, eu vou ficar bem. – disse Eric dando um beijo na testa da esposa – – Fique com Deus meu amor.

Ao ouvir essas palavras Brenda fica mais calma esboça um sorriso, e quando o marido parte com o outro homem no automóvel ela balbucia passando a mão na barriga ainda pequena, mas que guardava o primeiro filho do casal.

– Você também Eric. Volte para nós. Nós te amamos.

Vinda da escuridão – parte 7.

VII

 

– Amanda! Amanda! Onde você está! – grita uma senhora correndo pelo bosque, vestida em trajes simples.

Perto dela uma jovem com seus quinze anos escondida ri observando a mãe correndo a sua procura.

– Ah! Achei você! Amanda Carter, saia já daí mocinha! Eu sei que está atrás deste pinheiro!

– Hihihihihihi – ria a jovem saindo de trás da árvore.

– Já não disse que não deve se afastar de nossa casa! As pessoas da vila não nos querem por lá, por isso não vamos dar a chance deles virem até aqui nos procurar e perturbar.

– Desculpe mãe, mas eu ouvi o barulho de um automóvel e fui até lá ver. Não é sempre que podemos ver uma coisa dessas por aqui.

Amanda fora encontrada na floresta pelo senhor Frings quando ela ainda era um bebê. Phillip Frings era um médico na vila, mas preferia viver numa casa afastada próxima ao bosque onde as irmãs Carter viviam. Já fazia uma década que ele não as via, e então a jovem Elisabete apareceu com a filha no colo. Elisabete estava muito fraca, muito adoentada, convalescia de tuberculose.

Phillip que sempre ajudara as irmãs Carter, a levou para sua casa e com a ajuda de sua esposa Marta passaram a cuidar de ambas a mãe e filha. Até que um dia a noite a jovem Elisabete desapareceu deixando a filha e um bilhete, onde pedia para que os Frings cuidassem de sua filha.

Phillip e Marta que não podiam ter filhos passaram então a cuidar da jovem Amanda como se fosse sua filha, sem esconder nenhuma informação da sua origem, de sua herança. Amanda sempre fora uma menina muito inteligente e aprendia com muita facilidade tudo o que era ensinado para ela.

Rapidamente Amanda aprendeu as tarefas de casa com Marta e demonstrava uma grande curiosidade sobre os procedimentos do trabalho de Phillip. Assim ela já aos doze anos ajudava o pai adotivo nas tarefas mais simples, como limpar ferimentos fazer costuras, no consultório. Amanda também possuía um dom natural de reconhecer plantas medicinais e uma grande afinidade com animais.

– Tudo bem menina vamos para casa. – disse Sra. Frings abraçada a jovem. – Seu pai quando chegar vai estar morto de fome.

As duas seguem para casa sorrindo.

Vinda da escuridão – parte 6.

VI

Nova Orleans, 1820.

 

                 – Ora, ora Sr. Fisher! É claro que essas terras são produtivas. – disse Eric Keneth tentado fechar a venda da antiga fazenda Lambert ao forasteiro.

– Mas Eric, eu posso chamá-lo de Eric não é? Dizem que estas terras são amaldiçoadas. E quando se trata de maldições em Nova Orleans devem ser considerados os presságios. – disse Sr. Fisher.

Eric começava a achar que iria perder a venda do ano. Se conseguisse aquela venda ele iria resolver seus problemas com o banco, que estava prestes a contestar a hipoteca o que iria despejar sua esposa e três filhos.

– Claro que pode me chamar de Eric, Sr. Fisher. Bem, realmente há lendas sobre este lugar, mas há muitos anos eu venho até aqui com alguns possíveis compradores e eu nunca vi nem senti nada. Mas se desejar nós poderemos passar essa noite aqui para verificar se as lendas são verdadeiras. O que o senhor acha?

Numa atitude desesperada Eric fizera aquela proposta, até achando que se o homem não quisesse realmente fecha o negócio ele não iria aceitar de uma vez.

– Pensei que nunca fosse me fazer tal proposta Eric. Então ficaremos hoje aqui. Irei mandar meu motorista para a cidade para que ele busque algumas coisas no hotel. Se desejar acompanhá-lo para pegar alguma coisa em sua casa ele poderá levá-lo e trazê-lo. Ou então ele pode levar algum recado para a sua família. Não é mesmo Steve? – disse prestativo

– Claro senhor.

– Eu não sei…

– Ora meu bom Eric. – disse Fisher abraçando-o pelos ombros e puxando-o para caminhar pela propriedade. – Você sabe tudo o que tem aqui, estará com meu motorista. Eu posso ficar aqui sozinho, ou se preferir fique comigo. Mas nada pode acontecer, e o meu desejo realmente é comprar a fazenda com tudo o que estiver da porteira para dentro. Fique tranqüilo as outras fazendas não me são tão interessantes quanto essa.

– Senhor? Estou pronto para partir.

Antes mesmo que Eric o respondesse já se via no banco ao lado do motorista no automóvel do Sr. Fisher.

Thomas Fisher acompanhava o veículo sumir na estrada, então ele pega no bolso de seu paletó preto seus óculos e os põe.

– Vejamos, tenho umas duas horas até eles retornarem, acho que será o suficiente. – diz com um leve sorriso no rosto seguindo em direção da porta da frente da casa, enquanto brinca com a chave que havia retirado do bolso de Eric quando o abraçara.

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