Vinda da escuridão – parte 6.

VI

Nova Orleans, 1820.

 

                 – Ora, ora Sr. Fisher! É claro que essas terras são produtivas. – disse Eric Keneth tentado fechar a venda da antiga fazenda Lambert ao forasteiro.

– Mas Eric, eu posso chamá-lo de Eric não é? Dizem que estas terras são amaldiçoadas. E quando se trata de maldições em Nova Orleans devem ser considerados os presságios. – disse Sr. Fisher.

Eric começava a achar que iria perder a venda do ano. Se conseguisse aquela venda ele iria resolver seus problemas com o banco, que estava prestes a contestar a hipoteca o que iria despejar sua esposa e três filhos.

– Claro que pode me chamar de Eric, Sr. Fisher. Bem, realmente há lendas sobre este lugar, mas há muitos anos eu venho até aqui com alguns possíveis compradores e eu nunca vi nem senti nada. Mas se desejar nós poderemos passar essa noite aqui para verificar se as lendas são verdadeiras. O que o senhor acha?

Numa atitude desesperada Eric fizera aquela proposta, até achando que se o homem não quisesse realmente fecha o negócio ele não iria aceitar de uma vez.

– Pensei que nunca fosse me fazer tal proposta Eric. Então ficaremos hoje aqui. Irei mandar meu motorista para a cidade para que ele busque algumas coisas no hotel. Se desejar acompanhá-lo para pegar alguma coisa em sua casa ele poderá levá-lo e trazê-lo. Ou então ele pode levar algum recado para a sua família. Não é mesmo Steve? – disse prestativo

– Claro senhor.

– Eu não sei…

– Ora meu bom Eric. – disse Fisher abraçando-o pelos ombros e puxando-o para caminhar pela propriedade. – Você sabe tudo o que tem aqui, estará com meu motorista. Eu posso ficar aqui sozinho, ou se preferir fique comigo. Mas nada pode acontecer, e o meu desejo realmente é comprar a fazenda com tudo o que estiver da porteira para dentro. Fique tranqüilo as outras fazendas não me são tão interessantes quanto essa.

– Senhor? Estou pronto para partir.

Antes mesmo que Eric o respondesse já se via no banco ao lado do motorista no automóvel do Sr. Fisher.

Thomas Fisher acompanhava o veículo sumir na estrada, então ele pega no bolso de seu paletó preto seus óculos e os põe.

– Vejamos, tenho umas duas horas até eles retornarem, acho que será o suficiente. – diz com um leve sorriso no rosto seguindo em direção da porta da frente da casa, enquanto brinca com a chave que havia retirado do bolso de Eric quando o abraçara.

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