Vinda da escuridão – parte 7.

VII

 

– Amanda! Amanda! Onde você está! – grita uma senhora correndo pelo bosque, vestida em trajes simples.

Perto dela uma jovem com seus quinze anos escondida ri observando a mãe correndo a sua procura.

– Ah! Achei você! Amanda Carter, saia já daí mocinha! Eu sei que está atrás deste pinheiro!

– Hihihihihihi – ria a jovem saindo de trás da árvore.

– Já não disse que não deve se afastar de nossa casa! As pessoas da vila não nos querem por lá, por isso não vamos dar a chance deles virem até aqui nos procurar e perturbar.

– Desculpe mãe, mas eu ouvi o barulho de um automóvel e fui até lá ver. Não é sempre que podemos ver uma coisa dessas por aqui.

Amanda fora encontrada na floresta pelo senhor Frings quando ela ainda era um bebê. Phillip Frings era um médico na vila, mas preferia viver numa casa afastada próxima ao bosque onde as irmãs Carter viviam. Já fazia uma década que ele não as via, e então a jovem Elisabete apareceu com a filha no colo. Elisabete estava muito fraca, muito adoentada, convalescia de tuberculose.

Phillip que sempre ajudara as irmãs Carter, a levou para sua casa e com a ajuda de sua esposa Marta passaram a cuidar de ambas a mãe e filha. Até que um dia a noite a jovem Elisabete desapareceu deixando a filha e um bilhete, onde pedia para que os Frings cuidassem de sua filha.

Phillip e Marta que não podiam ter filhos passaram então a cuidar da jovem Amanda como se fosse sua filha, sem esconder nenhuma informação da sua origem, de sua herança. Amanda sempre fora uma menina muito inteligente e aprendia com muita facilidade tudo o que era ensinado para ela.

Rapidamente Amanda aprendeu as tarefas de casa com Marta e demonstrava uma grande curiosidade sobre os procedimentos do trabalho de Phillip. Assim ela já aos doze anos ajudava o pai adotivo nas tarefas mais simples, como limpar ferimentos fazer costuras, no consultório. Amanda também possuía um dom natural de reconhecer plantas medicinais e uma grande afinidade com animais.

– Tudo bem menina vamos para casa. – disse Sra. Frings abraçada a jovem. – Seu pai quando chegar vai estar morto de fome.

As duas seguem para casa sorrindo.

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