Vinda da escuridão – parte 10

X

Thomas caminhava cautelosamente pelo porão procurando por algum objeto que pudesse ser da construção original que ele pudesse levar consigo. Agora o odor não era tão cáustico quanto no momento que entrara.

Agora após caminhar até o parecia ser o centro do porão ele pode calcular sua exata dimensão. O porão não era muito grande, ele não ocupava toda a extensão da mansão apenas a cozinha e a sala de jantar eram o tamanho.

Suas paredes eram preenchidas por estantes. Numa observação mais superficial parecia que mantimentos pudessem ser estocados naquele local. Possivelmente conclui Thomas deveria existir outra entrada para o porão, possivelmente em acesso pela cozinha. Mas com a reconstrução da mansão talvez essa passagem possa ter sido lacrada. Havia ainda outras cinco estantes no colocadas em fila no centro do porão estas aparentavam ser uma espécie de adega, devido aos encaixes para garrafas.

Procurando pela possível passagem de acesso à parte interna da casa, Thomas encontra um estranho objeto empoeirado numa prateleira, com o lenço com o qual cobrira o rosto ele toma para si o objeto, que parecia uma medalha ou pingente de cordão. Pelo tato ele reparou que esse objeto de forma retangular possuía alguma coisa gravada em alto relevo, mas que por ora não poderia analisar com calma.

Enquanto tateava o objeto Thomas ouve um ruído às suas costas. Ele se vira para ver o que poderia ser, mas não vê nada.

“Estou começando a ouvir coisas. Bem acho que isso que encontrei já vai servir. Agora devo colocar tudo de volta no seu devido lugar” – pensava, enquanto colocava o lenço com a medalha no bolso.

Quando começava a subir, Thomas sente uma forte pancada na nuca que o faz perder os sentidos.

O ruído do automóvel se aproximando faz Thomas acordar. E ele se vê sentado num dos bancos da varanda na entrada da casa. Assustado ele põe a mão no bolso em busca da medalha que é tocada com os seus dedos.

“Mas o que será que a…” – seu pensamento é cortado e a mente de Thomas é invadida pela visão de uma jovem loira de cabelos longos e lisos, no alto de sua juventude trajando um vestido branco correndo feliz pela floresta. Então a jovem olha para ele.

O susto pelo olhar da jovem desperta Thomas. Que não consegue por mais que tente lembrar-se do rosto da jovem, mas um nome vem a sua mente.

“Carter.”

– Carter… – ele repete para si mesmo sem reparar que os outros dois homens já estavam ao seu lado.

– Do que me chamou Sr. Fisher? – perguntava Eric ao se aproximar.

– Er… Não nada, apenas… Então Eric está pronto para nossa noite? – tentava desconversar.

– Sr. Fisher, aqui está sua mala. – Interrompe providencialmente Steve quando reparou que o vendedor iria insistir no assunto.

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