Vinda da escuridão – parte 13

XIII

Durante o jantar Phillip pensava nas palavras de Amanda, tanto que não essa fora uma refeição silenciosa, o que causou estranheza em sua esposa Marta observava sua família durante o jantar, Phillip quieto com o olhar distante enquanto Amanda tinha um olhar sonhador o mesmo que ela tinha quando ouvia as estórias de princesas e príncipes encantados.

Ao terminarem o jantar, mãe e filha começam a limpar as louças e talheres, enquanto Phillip retornava para o escritório onde ele costumava tomar um conhaque e fumar seu cachimbo todas as noites enquanto revia, algumas vezes, algum caso que o intrigasse.

Phillip que antes do almoço refletia sobre o caso do bebê dos Smiths agora no escritório acendia o cachimbo sentado comodamente em sua poltrona olhando o céu, sem nem ao menos lembrar o que ocorrera a algumas horas, seus pensamentos eram fixos nas palavras da filha.

– Mamãe, amanhã eu posso ir ajudá-la nas compras na mercearia? – perguntou Amanda, quebrando o silêncio, enquanto enxugava as louças do jantar.

– Mas é claro Amanda. Eu pensei que você iria com seu pai para o consultório. Afinal hoje você não foi ajudá-lo mocinha. – respondeu a mãe que lavava os últimos pratos.

– A senhora está precisando mais de mim que o papai. – disse Amanda com um sorriso no rosto.

– Claro… Claro… Pronto. Terminamos. Agora termine de arrumar tudo nos seus devidos lugares eu vou arrumar as roupas de seu pai para ele trabalhar amanhã. – disse Marta enxugando as mãos no avental, enquanto se dirigia para a porta da cozinha.

– Tudo bem mamãe. Depois que eu terminar, eu vou para o meu quarto, tenho de arrumar meus vestidos e separar a roupa para ir à cidade logo pela manhã.

Amanda já estava terminando de arrumar seu vestido quando reparou que havia mais alguém com ela. Quando se virou ela abriu um largo sorriso ao ver sua mãe biológica Elisabete Carter.

– Olá minha filha, não falei que viria hoje ainda ver você. – disse sorrindo a mulher sentada na cadeira da penteadeira.

– Mãe! Como estou feliz! Amanhã vou conhecê-lo. Não é verdade! Amanhã eu vou conhecer o homem que o destino me reservou! – disse segurando o vestido junto ao corpo enquanto rodopiava.

A atitude da jovem fez com que Elisabete sorrisse, e seu sorriso trazia a lembrança saudosista da sua meninice. Essa lembrança também trazia a dor, a dor da juventude roubada. Que fez com que o olhar de Elisabete para a filha ganhasse o aspecto de um predador ao ver a presa.

– Amanda, você estará linda amanhã. E sim, vou fazer de tudo para que você o conheça. Irei protegê-lo como eu protegeria a um filho. Agora devo ir. Deite-se e durma amanhã será um dia muito importante.

Amanda coloca o vestido num cabide e o pendura na porta do armário. E se despe para vestir a camisola enquanto diz:

– Obrigada mãe.

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