Vinda da escuridão – parte 15

XV

– Amanda, acorde Amanda ou então seu pai irá à cidade sozinho, e você irá ficar aqui me ajudando hoje como fizera ontem.

– Ah mãe, me deixe dormir mais um pouquinho.

– Nada disso mocinha. Se quiser ficar em casa pode continuar dormindo, mas se você quer ir para a cidade levante-se logo, pois seu pai já está fazendo a barba para sair.

Amanda se levanta ainda sonolenta, sem perceber a presença que estava com ela.

– Vamos Amanda. Você não quer conhecê-lo?

Ao ouvir a voz de Elisabete, Amanda se põe de pé rapidamente e segue para sua penteadeira onde sua mãe gentilmente escova seus cabelos.

– Então senhores. Estamos prontos? – Perguntava Thomas Fisher aos dois companheiros.

– Me desculpe Thomas, mas será que eu poderia ficar na casa? Não estou me sentindo bem para sair. E você pode dirigir o automóvel também não é mesmo? – Perguntou Steve, que aparentava estar bastante pálido.

– Não vejo porque não ficar então. A não ser que o prezado Sr. Eric não ache de bom tom para os negócios você ficar aqui sozinho. Não é mesmo Sr. Eric?

– O que é isso Sr. Fisher. É claro que o seu motorista pode ficar. Afinal hoje nós temos apenas que acertar alguns detalhes do contrato e providenciar a papelada da venda.

– Então está certo Steve! Você fica na casa enquanto eu vou até a cidade e acerto os detalhes da compra. No final do dia estarei de volta com nossas malas. Pretendo-me estabelecer aqui ainda hoje se for possível.

Amanda e os pais adotivos seguiam pela estrada em direção a cidade quando ouviram o ruído do automóvel do Sr. Fisher se aproximando.

– Olá! Bom dia! Querem uma carona? Temos bastante espaço aqui para todos! – Disse Thomas à família que seguia na mesma direção.

– Sr. Fisher… Deixem-os ir sozinhos eles não gostam de… – sussurrou o vendedor ao seu cliente

– Ora Eric. Eles serão meus vizinhos! É claro que eu gostaria de dar uma carona aos meus futuros vizinhos. Afinal devemos nos conhecer! – intervém Thomas.

– Não se preocupe senhor iremos a pé mesmo. A caminhada faz bem. E servirá para ajudar a despertar. – disse Phillip

– Mas papai… Desse jeito nós chegaremos à cidade muito cansadas. E mamãe ainda irá fazer compras!

– Ora menina! Não conta diga seu pai na frente do moço! Ele irá pensar que além de sermos do interior não te educamos direito! Perdoe nossa filha Senhor, mas essa menina ainda não aprendeu a ter modos.

Thomas acelera um pouco o automóvel e o estaciona alguns metros a frente.

– Me perdoe senhor, mas devo concordar com vossa bela filha. – disse Thomas com um sorriso cortês. – A caminhada até a cidade é longa e se ainda irão fazer compras, uma carona pode ser de bastante auxílio. A propósito deixe-me me apresentar. Chamo-me Thomas Fisher, estou comprando a mansão Lambert. – disse estendendo a mão.

– Prazer em conhecê-lo Sr. Fisher, sou o Doutor Phillip Frings. Esta é minha esposa Marta e minha filha Amanda. E como vai Eric?

– Doutor… – responde com um aceno de cabeça.

Phillip olha para a esposa e filha, reconhece que o jovem está certo em sua observação e aceita enfim a carona até a cidade.

– Então senhor Fisher com o que o senhor ganha à vida? – pergunta Philip.

– Eu herdei de meus pais nosso negócio de importação.

– Bem interessante senhor Fisher. Deve ser um produto bem lucrativo para poder comprar a mansão dos Lambert.

– Realmente doutor, realmente é. Agora estou investindo na conquista do Oeste, financiando algumas expedições para os novos territórios.

Após alguns minutos quando a poeira da estrada não permitia que os homens continuassem a conversa eles chegam até a cidade.

– Pronto chegamos! Senhor Frings, estarei na cidade resolvendo os últimos detalhes da compra da mansão, se o senhor não se importar eu poderei dar uma carona para sua família na volta com as compras no final do dia. – diz Thomas ajudando a filha do médico a descer do automóvel.

– Ora meu jovem. Não irei abusar de sua boa vontade, mesmo assim muito obrigado! – Respondeu o médico ajudando a esposa.

– De qualquer forma estarei no escritório do senhor Eric. Deixarei meu automóvel estacionado na frente do hotel se ainda estiver lá quando terminarem as compras e se  desejarem eu poderei levá-las com as compras.

Ele some novamente no automóvel e com um aceno de cabeça se despede da família Frings.

Amanda ainda sentia o toque de Thomas em sua cintura quando a ajudara a descer do veículo, quando sua mãe a faz retornar a realidade.

– Vamos querida? Temos compras a fazer.

– Sim mamãe.

– Um jovem muito prestativo não é querido? – indaga Marta.

– Prestativo até demais. – responde Philip observando o automóvel dobrando a esquina.

– Estamos indo as compras querido, até a noite. – se despedia Marta.

“Prestativo até demais…” pensava Philip sozinho na calçada a frente de seu consultório.

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