Vinda da escuridão – parte 16

XVI

Durante as semanas seguintes tudo ocorre naturalmente na cidade. Com a fixação de Thomas Fisher na antiga mansão dos Lambert, Thomas transfere o escritório de seus negócios para a cidade.

Com crescimento de Nova Orleans os negócios de Thomas prosperavam mais e mais. Rapidamente o jovem ambicioso já possuía sua própria rota de negócios de importação e um armazém para guardar seus produtos. Muitos deles provenientes da Irlanda como bebidas.

Thomas também atuava no mercado de escravos sendo um dos maiores mercadores de Nova Orleans. Seus investimentos na conquista do Oeste, porém não seguiam os mesmos passos dos negócios em Nova Orleans. Obras atrasadas e o problema com os nativos aumentavam o custo de suas caravanas.

Thomas também fazia atuava na política da cidade e era sócio de alguns teatros e museus. Tinha como companhia inseparável Steve que de motorista havia se tornado sócio de Thomas e atuava diretamente com os negócios do Oeste.

A amizade de Thomas com a família Frings ia cada vez mais se solidificando com o passar dos meses, sobretudo quando com a abertura dos negócios de Thomas a Fisher Inc. ele passou a investir na imigração de famílias Alemãs, que trabalhariam para Fisher no porto ou nas lojas e armazém. Dentre essas famílias dois irmãos de Philip foram trazidos para a América e já trabalhavam no porto descarregando as cargas importadas.

Amanda que no primeiro encontro com Thomas ficara encantada com aquele homem com o passar do tempo e com a solidificação da amizade entre seu pai e Thomas, fora se encantando mais por ele. Mas ela era contra a comercialização de escravos que era uma das principais fontes de renda do rapaz.

Essa postura de Amanda gerava nos encontros de final de semana, eles sempre se reuniam na mansão para passar o dia, boas discussões sobre o tema. Uma vez a jovem até fora chamada de nortista por tomas o que causou um rubor de raiva na jovem que retrucou chamando-o de explorador. O fato, porém gerou muitas risadas por todos que estavam presentes.

Thomas e Amanda se davam muito bem e por algumas os dois haviam já trocado alguns beijos escondidos quando a oportunidade se mostrava, a proximidade dos dois era bem vista pelos pais adotivos da menina que faziam gosto pela união dos dois. Assunto até já conversado entre Thomas e Philip.

Numa destas ocasiões Thomas e Amanda, acompanhados a distância por M’tulhu um haitiano que trabalhava para o doutor Frings, ajudando na preparação de ungüentos e remédios que fora trazido para a América por Thomas, indicado por Steve que numa viagem para o Haiti conhecera o velho místico, após o almoço resolveram caminhar pela propriedade.

– Então Amanda, estive conversando com seu pai sobre nos casarmos. Ele me disse que se você não for contra… – disse Thomas um pouco sem jeito para Amanda enquanto caminhavam.

Amanda sem reação para de caminhar repentinamente o que faz com que Thomas olhe para ela reparando que a jovem vertia algumas lágrimas que contrastavam com um largo sorriso.

– Mas… É claro que eu quero me casar com você Thomas! – disse tomada pela felicidade correndo ao encontro do amado.

Thomas a toma nos braços e roda com ela até se desequilibrar. Causando a queda dos dois ela por sobre o corpo dele. M’tulhu que acompanhava o casal observava sorrindo a união dos jovens, por um momento tem um mau pressentimento que é logo interrompido pelo canto de um pássaro.


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