Vinda da escuridão – parte 17

XVII

Steve e o doutor Frings fumavam um charuto na varanda da mansão enquanto conversavam sobre vários assuntos quando o mordomo Geremy, um haitiano forte com seus 1,85m de altura, mas de movimentos suavex e discreto, recém contratado por Thomas para cuidar da criadagem, se aproxima dos dois rapidamente com um olhar preocupado.

– Meu bom doutor Frings, parece que a cidade novamente sofre da febre. O senhor como um homem da ciência saberia me dizer qual motivo dessa nova epidemia? Até uns anos atrás nosso maior inimigo eram os crocodilos, agora estas doenças que matam vários de nossos cidadãos.  – falava Steve ao bom doutor.

– Mestre Palmer – interrompia o mordomo ao se dirigir a Steve. – O xerife do condado está à procura de Mestre Fisher. Mas mestre Fisher se encontra caminhando pela propriedade com a filha do bom doutor como sabem. E o xerife aparentemente está muito agitado, senhor.

– Geremy, avise ao xerife que estarei recebendo-o em poucos instantes. – responde Steve ao mordomo.  – Me perdoe doutor, mas as circunstâncias exigem que me ausente por alguns instantes. Se me permite? – diz Steve ao se levantar.

– Ora, mas é claro Steve! Eu irei aproveitar e esticarei um pouco minhas pernas. Vou procurar por aqueles dois jovens! – também se levantando.

Os dois homens que se despediam seguem em suas direções opostas.

Steve entra na sala e vê o Xerife Jonas Lebeau, jovem um pouco mais velho que Thomas, ele se vestia como os xerifes que viviam no centro-oeste, e mostrava sua estrela de xerife com orgulho e mantinha o os cabelos na altura dos ombros desgrenhados, marcados pelo chapéu apertado na cabeça, e um princípio de bigode que contornava a parte superior dos lábios, parado de costas para a entrada pela qual vinha olhando pela janela que dava visão a entrada da mansão.

– Me desculpe fazê-lo esperar Xerife LeBeau. – diz Steve ao entrar na sala de visitas.

– Senhor Palmer. Vim à procura de seu sócio, o senhor Fisher. Poderia me levar até ele? – respondeu impassível o Xerife Jonas LeBeau.

– Os empregados já estão à sua procura. Mas o senhor poderia me antecipar o que está acontecendo? Aconteceu algo na cidade com nossos negócios, xerife?

– Não posso antecipar nada senhor Palmer, mas não se preocupe não há nada de errado na cidade. Tenho apenas que fazer algumas perguntas ao seu sócio.

– Me desculpe xerife, mas Thomas está sendo investigado por alguma coisa?

– Ele deveria?

– Claro que não. Mas como o senhor não explicou ainda o que deseja com Thomas, me parece que ele é suspeito de alguma coisa.

– Volto a lhe dizer senhor Palmer. Não posso lhe contar nada antes de falar com o senhor Thomas.

– Está certo então xerife. Deseja beber alguma coisa enquanto esperamos então pela chegada de Thomas?

– Aceitaria sim um bom scoth sem gelo.


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