Bate-papo M&D e Maria do Carmo Zanini (Devir Brasil) – Expectativas para “O Um Anel”

Uma noticia muito bacana para quem acompanha o blog do M&D.

 Como nós noticiamos aqui, na sexta-feira passada (24/08) a editora da Devir Brasil, Maria do Carmo Zanini anunciou através de seu twitter e facebook novidades sobre a versão brasileira do RPG The One Ring que terá o título de “Um Anel: Aventuras além do Limiar do Ermo”

Pois bem, com objetivo de manter a todos bem informados, nós entramos em contato diretamente com a Maria do Carmo Zanini e adivinhem só…

Conseguimos uma entrevista, um bate-papo exclusivo para o M&D, falando de RPGista para RPGista. 😀

Isso mesmo gente!! A Maria do Carmo é bacanérrima e respondeu as perguntas com a maior boa vontade… Mas vamos parar com a enrolação que vocês devem estar ansiosos por ler o conteúdo deste bate papo, não é mesmo

Para ficar não ficar duvidas:

– Perguntas M&D em preto

– Respostas Maria do Carmo Zanini em azul

(M&D) Qual a expectativa da Srª e da Devir Brasil com relação ao lançamento desta versão nacional para o One Ring? 

(Maria do Carmo) Esperamos que O Um Anel seja um grande sucesso, e não só por causa da proximidade do lançamento do primeiro filme da trilogia O hobbit. Acreditamos que OUA será bem-sucedido simplesmente porque é ótimo. Estamos falando de um RPG de regras simples e claras, um jogo dinâmico e, acima de tudo, absolutamente fiel aos temas e à atmosfera da Terra-média. Suas regras reforçam essa temática o tempo todo.

Também estamos apostando no novo perfil do RPGista brasileiro: jovem adulto, parte da população economicamente ativa e disposto a investir em produtos de qualidade. 

(M&D)  Falando do trabalho realizado na tradução do livro. Foi levada em consideração a Obra Tolkiniana, já que a versão em inglês é a mais fiel nesse aspecto. Então houve nesse sentido uma pesquisa nos livros O Silmarillion, O Hobbit e de O Senhor dos Anéis?

(Maria do Carmo) Sim. O texto original se inspira o tempo todo em passagens das obras terramedianas de Tolkien. Consultamos várias fontes em português e tomamos o cuidado, por exemplo, de traduzir “Healing Hands” por “Mãos que Curam”, como aparece em O retorno do rei. Vejam, por exemplo, este trecho da página de créditos de OUA:

“Para não causar estranhamentos ao leitor brasileiro, todos os nomes próprios, termos  e expressões associados à Terra-média e as citações que remetem à obra de J. R. R. Tolkien seguem o que foi estabelecido em O hobbit, O Senhor dos Anéis e As aventuras de Tom Bombadil, publicados no Brasil pela Martins/Martins Fontes. As traduções são de Lenita Maria Rimoli Esteves, Almiro Pisetta, Ronald Eduard Kyrmse e William Lagos.”

(M&D)  Vi no seu face que a Sophisticated Games aprovou integralmente a versão brasileira de O Um Anel e que a gráfica já está agendada. Existe alguma presisão de data para o lançamento?

(Maria do Carmo) Meados ou fins de setembro, mais provavelmente. Mais tardar, começo de outubro. 

(M&D) Já existe um projeto quanto a tradução do suplemento The One Ring: Tales from Wilderland?

(Maria do Carmo) Mandei hoje cedo um email para a Sophisticated Games a respeito de Tales from Wilderland e o Loremaster’s Screen (o escudo do Mestre, que também inclui uma guia de Esgaroth, a Cidade do Lago).

(M&D) Outros sistemas anteriores que não eram tão fiéis a mitologia do Tolkien pecavam na construção do personagem principalmente o título anterior (Senhor dos Aneis RPG) era muito confuso nesse aspecto o que também dificultava bastante a construção do personagem. O Um Anel é mais fácil nessa parte?

(Maria do Carmo) Eu acho O Senhor dos Anéis RPG um bom jogo, considerando o momento em que foi lançado. As regras para batalhas em massa, por exemplo, sempre me pareceram interessantes e criativas. Na minha opinião, o que talvez desestimulasse um pouco o RPGista médio a abraçar o sistema CODA fosse a indefinição do projeto em relação a dois polos: 1. fidelidade ao cenário; 2. jogabilidade. Por um lado, o CODA, ao colocar os elfos num patamar mais alto, pretendia manter-se fiel à Terra-média, onde os altos-elfos são quase semideuses, mas era o tipo de coisa que levava os jogadores mais competitivistas a reclamar que não valia a pena jogar com outras raças. Por outro lado, o CODA forçava um pouco a verossimilhança ao permitir uma ordem de mágicos.

Pelo que vi, O Um Anel não sofre com essa indefinição. É fiel à Terra-média, e essa fidelidade parece nortear suas decisões em relação à jogabilidade. Talvez por isso tenha escolhido como uma das culturas heroicas (“raças”) os elfos da floresta, não tão poderosos ou fora de escala como os sindar e os noldor.

A criação de personagens é rápida, não exige muitas decisões, mas, mesmo assim, permite a personalização, ao gosto do jogador. Você escolhe uma das culturas heroicas, e isso já determina os índices básicos de várias características. Daí em diante, suas escolhas de atributos preferenciais, antecedentes, perícias com armas, virtudes e recompensas vão individualizar o personagem, de maneira que cinco anões criados na mesa raramente serão absolutamente iguais uns aos outros.

(M&D) Um medo que os jogadores tem é com o sistema de regras do jogo. Como o “Um Anel” tem o seu próprio sistema de regras em que ele difere do tão utilizado sistema d20?

(Maria do Carmo) Eu diria que o sistema de OUA tem pouca coisa em comum com o d20.

O sistema d20 foi criado e aperfeiçoado para fazer uma coisa: enfrentar e derrotar monstros e usar o tesouro das criaturas derrotadas para que o grupo de personagens se torne ainda melhor em enfrentar e derrotar monstros. Não há nada de errado ou ruim nisso. O d20 faz muito bem o que se propôs a fazer desde o início e é divertidíssimo.

O Um Anel foi criado com outra intenção. A ideia é que a cada lance, sessão, história ou campanha de OUA, os jogadores sintam que seus personagem realmente fazem parte da Terra-média de Tolkien. A grande maioria das jogadas é resolvida com as perícias comuns ou perícias com armas, mas as características mais importantes do jogo são Valor, Sabedoria, Esperança e Resistência, e também a parada de Sociedade, que é coletiva. Assim como nas obras de Tolkien, os aventureiros têm de lutar o tempo todo contra o cansaço, a desesperança e a influência perversa da Sombra. O Tesouro que se encontra é usado para aumentar o Prestígio do personagem, o que ajuda a equipá-lo melhor, mas não é uma necessidade do jogo. Os encontros com personagens do Mestre importantes e as viagens pela Terra-média recebem tratamento diferenciado. O combate é ágil e rápido, tem maleabilidade tática, mas a estratégia não é o foco principal, como é o caso do d20.

(M&D) Também no seu face vi que a Srª joga RPG. Falando para os jogadores novatos, como a Srª avalia a mecânica, a jogabilidade de O Um Anel?

(Maria do Carmo) As regras são elegantes e criativas, principalmente as do combate. É muito fácil pegar o jeito da coisa. A iniciativa, por exemplo, não é individual. Age primeiro o Mestre ou a comitiva (os jogadores). Os personagens assumem posições de combate: vanguarda, aberta, defensiva e retaguarda. As posições determinam a sequência em que cada personagem agirá no turno dos jogadores e pode ser alterada a cada rodada. Como vocês podem ver, não é necessário jogar iniciativa a cada rodada e o personagem não passa o combate inteiro preso a um número. Simples e maleável.

As regras dos encontros não combativos talvez sejam novidade para muitos jogadores, pois a narrativa passa a ser compartilhada com eles nesses momentos. E as decisões são negociadas na mesa. Por exemplo, durante um encontro importante, há um número máximo de jogadas nos quais o grupo pode fracassar, por isso é preciso tomar muito cuidado. Antes de jogar os dados, o jogador pode invocar um aspecto do personagem (coisas que ele sabe fazer ou detalhes de sua personalidade, como Navegação ou Desconfiado) para pedir um sucesso automático ao Mestre. No entanto, só vai conseguir esse sucesso automático se todos na mesa, e não só o Mestre, concordarem que ele está propondo um bom uso do aspecto invocado. Quer ganhe o sucesso ou faça a jogada e seja bem-sucedido, caberá ao jogador narrar como foi que o personagem conseguiu o que queria. O Mestre narra o resultado do encontro quando o jogador fracassa.

Minha opinião como RPGista é que OUA é uma delícia.

(M&D) Também no Face eu vi que há uma preocupação quanto a importação dos dados, qual seria o fato complicador nessa operação?

(Maria do Carmo) A imprevisibilidade das decisões dos agentes da alfândega. Tentamos sempre cumprir todos os requisitos legais para a importação de qualquer coisa, mas a alfândega às vezes parece mudar as regras no meio do jogo. Por isso, é sempre uma preocupação se as importações chegarão a tempo para um evento ou promoção. E, como planejamos uma edição em que os dados personalizados de O Um Anel são oferecidos como brinde, só poderemos lançá-la quando os dados chegarem.

(M&D) Como RPGista como a Srª vê os recentes anúncios de novos títulos como o D&D 5ed e o Star Wars Edge of the Empire?

(Maria do Carmo) Bom, eu sou fã de D&D 4E. Dentre as edições que conheci, a 4E me pareceu a mais bem projetada e também a mais fiel à expectativa que o jogador médio de D&D tem do jogo. Por isso, recebi a notícia sobre o D&D Next com cautela e uma certa frustração, principalmente quando a WotC afirmou que pretendia criar um jogo que agradasse aos fãs de todas as edições. No entanto, à medida que foram surgindo outras notícias e os playtests chegaram, comecei a ver que o plano de recriar o D&D em módulos não só era factível como tinha um bom potencial. Hoje aguardo com expectativa o D&D Next e torço pela publicação de um módulo tático que me permita reproduzir na mesa a sensação da 4E, com seus aspectos táticos e estratégicos.

Eu também gosto bastante do Star Wars Saga. Tenho todos os livros da linha. O sistema é bom, mas ainda não me parece ideal para lidar com os temas de SW. Estou curiosa para ver o que a Fantasy Flight fez.

 

 (M&D) Nós do Masmorras & Dragões teríamos um pedido será que a Devir poderia incluir nos seus planos títulos como o warhammer 40k?

(Maria do Carmo) A informação que eu tenho é de que a licença para traduzir Warhammer 40k é muito, muito cara. Infelizmente, hoje não temos com produzir esse material.

(M&D) Muito obrigado pela possibilidade do contato Srª Maria do Carmo Zanini. E eu gostaria de agradecer em nome de todos os membros do Fórum Masmorras & Dragões ( http://www.masmorrasedragoes.com.br/ ) e do Blog Masmorras & Dragões ( https://masmorrasedragoes.wordpress.com/).

(Maria do Carmo) Eu é que agradeço. Foi um prazer.

E então galera, esperamos que vocês tenham gostado desta matéria, desde bate-papo que conseguimos com Maria do Carmo Zanini, editora da Devir Brasil, exclusivo para nós do M&D!
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Numa galaxia muito, muito distante… Informações sobre Star Wars: Edge of the Empire

Há alguns dias atrás, em um post aqui no blog, informamos que a editora Fantasy Flight havia anunciado o inicio da fase de teste do novo RPG de Star Wars: Edge of the Empire durante a Gen Con 2012, e que este primeiro livro de três, que abordam o período de luta entre a aliança rebelde e o império, tem foco nos personagens marginalizados da trama como os caçadores de recompensa e os contrabandistas.

Então, já se passaram alguns dias desde que o anuncio foi feito e começam a surgir informações dos RPGistas que estão tendo esse primeiro contato com a fase de testes deste novo RPG

Ficou curioso?? Nós também… Por isso mesmo fomos atrás dessas informações e vamos colocar aqui um breve resumo do que esta sendo falado sobre este assunto lá fora.

A long time ago in a galaxy far, far away…

A primeira coisa que percebemos de diferente no jogo são os dados, que devem ser customizados com adesivos que foram fornecidos junto com a versão Beta do jogo. São sete cores diferentes e cada cor significa, por exemplo, um tipo de morte e alguns são opostos a outros … Vamos explicar melhor:

Cartela de adesivos para customização dos dados

Branco – Force Dice – Geram o “Destiny pool “, um dos truques do RPG, que são uma espécie de pontos de força de edições mais antigas e eles também são usados quando se manifestam poderes da força.

Vermelho – Challenge Dice – São usados para se opor a outros jogadores

Amarelo – Proficiency Dice – Relativo ao talento natural do personagem (quando apresenta pontos que regem este talento) e devem ser usados na realização de ações

(Challenge Dice e Proficiency Dice são dados opostos)

Verde – Ability Dice – Vinculado as habilidade e também são usados na realização de ações

Roxo – Difficulty Dice – Eles representam o desafio de realizar algo. Dois dados é a dificuldade “média”

(Ability Dice e Difficulty Dice são dados opostos)

Azul – Boost Dice- Dados de impulsividade são jogados quando, por exemplo, existem circunstâncias favoráveis a um personagem

Preto – Setback Dice – Dados de revés, são jogados quando as circunstâncias são desfavoráveis ou com efeito fornecer uma penalidade, por exemplo

(Boost Dice e Setback Dice são dados opostos)

E como puderam perceber os dados não utilizam números mas símbolos. E cada símbolo tem seu significado, vamos lá:

Os círculos são pontos da força

 “Sucessos”. Quanto mais desses você rolar num ataque, melhor

“falhas”, nem preciso dizer que quanto menos destes melhor, né?

 “Vantagens” Pode ser gasto para fazer coisas extras, como atingir um “critico” ou melhorar seu sucesso

 “Ameaças”. Quanto menos você tira-los, melhor. Podem ser usados para te deixar sem munição, por exemplo.

 “Triunfo”. Ela só aparece no dado de Proficiência. Pense neles como um “20” no d20, contam como sucesso e te permite fazer coisas espetaculares.

 “Desespero”.  Varias coisas podem acontecer quando se rolam estes dados, e todas elas são ruins, mas felizmente eles só aparecem nos dados de desafio , que, dependendo, não são usados com muita frequência.

O jogo

Você tem a sua disposição oito raças que são Bothans, Droids (classe IV), Gands, Humanos, Rodians, Transdoshans, Twi’leks e Wookiees. Bom, e cada raça tem uma quantidade de danos diferentes, por exemplo os Wookiees são mais difíceis de se bater mas são mais fáceis de se atordoar.

Depois de definir sua raça você deve escolher uma carreira entre seis e depois uma especialização (entre três) referente a carreira escolhida.

Cada carreira dará uma lista de oito “habilidades profissionais” das quais 4 serão escolhidas para serem desenvolvidas e por sua vez a especialização concede mais quatro habilidades profissionais, bem como um posto de treinamento em duas dessas habilidades (pode haver sobreposição entre a carreira ampla e especialização). Cada especialização está associada a uma árvore de talentos, que contém 20 habilidades especiais – o personagem não recebe nenhum talento de graça, mas pode comprá-los mais tarde.

As seis carreiras e suas especializações associadas são

Caçador de recompensa (Inventor, assassino, Survivalist)

Colono (Doutor, Politico, estudioso)

Explorador (Fringer, escoteiro, comerciante)

Assassino contratado (Guarda-costas, saqueador, mercenario)

Contrabandista (piloto, canalha, ladrão)

Técnico (Mecânica, Outlaw Tech, Slicer).

Há muitos talentos e um bom número de competências no jogo. E a força também esta presente aqui, porém de forma limitada. Os aspirantes a jedi (isso mesmo, nem sequer como padwans eles podem ser considerados) terão que esperar pelo force and Destiny.

No entanto você pode escolher a especialização Exile Force (que sempre conta como uma especialização” fora-de-carreira”) Ele não concede bônus de habilidades, mas dá-lhe  Force Rating 1. Além da árvore de talentos, ter uma Force Rating permite a um personagem comprar poderes relativos a força (sentido, mover objetos..). Mas é claro que isto tudo é limitado a quase nível de truque e prepare-se, porque se alguém descobrir que você sabe usar a força, todo o império ira caça-lo

Há também uma lista de equipamentos de sobrevivência e também uma de veículos/nave estelar, e alguns Droids. Cada equipamento tem um determinado valor de “raridade” (o que afeta a dificuldade do teste para encontrá-lo), e alguns são limitados, se você estiver indo adquiri-los no mercado legal. Há uma série de armas convencionais, e que são também bastante personalizáveis.

As regras para o combate, como na maioria dos RPGs, são mais detalhadas, embora sejam simples

Ataques são baseados em testes simples de perícia (há muito mais usos específicos para vantagens, como ativação de acertos críticos ou qualidades de armas, por exemplo)

Armadura pode aumentar a dificuldade de um tiro e/ou absorver danos.

Personagens ficam em apuros quando suas feridas atingem um grau alto (normalmente 10 + Brawn), que é quando a incapacitação e lesões criticas começam a aparecer, neste caso eles devem se retirar do combate até a cura.

Os combates por meio de veículos (Starship Combate)  é baseado na mesma dinâmica do combate pessoal, mas com complexidades extras, uma vez que leva em consideração, por exemplo, o tamanho, velocidade, manobras que podem ser realizadas por cada tipo de veiculo/nave

Pode não parecer muito, mas lembre-se que esta são apenas as primeiras informações do  primeiro contato que os RPGistas estão tendo com este jogo. Ainda não existe um “consenso” ou mesmo uma opinião definida sobre o fato deste RPG ser bom ou não, quais seus pontos fortes ou fracos, enfim… O jeito é aguardar futuras informações e opiniões mais detalhadas.

The One Ring com título e preço brazuca

Na última sexta-feira Maria do Carmo Zanini, editora da Devir Brasil, anunciou tanto pelo seu Twitter quanto no facebook o valor de capa de “Um Anel: Aventuras além do Limiar do Ermo”, o que nos deixa esperançosos com relação a uma possível proximidade da data de lançamento desta versão brasileira de The One Ring.

Isso mesmo aventureiro das terras médias! E pode ir se preparando porque quando este dia chegar sua primeira aventura certamente será desembolsar 165,00 pelo jogo.

Salgado o preço?

Sim, talvez… Mas leve em consideração que The One Ring: Adventures Over the Edge of the Wild (nome original em inglês) ganhou a medalha de ouro por “melhor arte interna” no ENnies Awards 2012 (eu sabia que isso iria render muito assunto) e teve varias de suas paginas ilustradas por John Howe, famoso por retratar a terra média com grande qualidade.

E se você ainda achou isso pouco devo lembra-lo de que o Um anel é considerado o melhor RPG no que diz respeito a entrar no espírito dos aventureiros que futuramente se tornarão os grandes heróis da terra média. 

O preço é realmente salgado, mas qualidade deste jogo parece ser inegável, o que talvez ajude a justificar o valor anunciado. E a pessoa que o adquirir, além dos dois livros totalmente coloridos, ainda recebera dados personalizados (sete ao todo sendo que um deles é um d12 que gera números aleatórios de 1 a 10, mais a runa de Gandalf e o Olho de Sauron) e mapas tudo condicionado dentro de uma lindíssima Box. 

 Eis o release oficial:

“Não sei ao certo o que me transtorna, mas o desassossego me pesa no coração. (…) Temos todos os motivos para aguardar ansiosos uma nova era de prosperidade! Mas alguma coisa está errada. (…) Trata-se de uma sombra que a gente sente, mas não vê. A presença de uma ameaça sem nome que não deixa as pessoas desfrutarem inteiramente a esperança e a confiança que deveriam acompanhar o retorno da luz.”

— Balin, filho de Fundin, Livro do Aventureiro, pág. 4

O Um Anel é considerado o RPG mais fiel ao espírito da Terra-média, o mundo mítico apresentado por J. R. R. Tolkien em seus romances O hobbit e O Senhor dos Anéis. Suas regras simples e elegantes reforçam os temas essenciais do universo tolkieniano, além de dividir entre todos os participantes o prazer de criar, desenvolver e narrar um grande épico.

Os jogadores interpretam aventureiros fadados a se tornar grandes heróis da Terra-média. Percorrem o continente, descobrem seus segredos, participam do desenrolar de sua história, conhecem seus habitantes e lendas vivas. Conforme a Sombra vai se insinuando mais uma vez nas terras dos Povos Livres, os personagens vão encontrando pistas do que anda acontecendo e têm a oportunidade de tomar parte na guerra contra o Inimigo.

O primeiro módulo de O Um Anel, Aventuras além do Limiar do Ermo, acondicionado numa belíssima luva, contém as regras do jogo e informações fartas sobre os povos, lugares e adversários que os personagens dos jogadores talvez encontrem em suas aventuras. O Livro do Aventureiro traz todas as informações de que os participantes precisam para começar: descreve a região da Terra-média onde as aventuras têm início, apresenta as regras básicas do jogo, mostra como criar um herói sem igual e apresenta mais detalhadamente as regras que regem, por exemplo, os combates e as viagens. O Livro do Mestre, voltado para o participante que conduzirá as sessões, discute a fundo todos os mecanismos importantes do jogo, para apresentar até mesmo ao Mestre mais inexperiente o mundo dos RPGs. Além disso, o livro também inclui uma aventura introdutória para que o Mestre possa ir direto ao que interessa. Os mapas, um para os jogadores, outro para o Mestre, concentram-se nas Terras Ermas, a região além das Montanhas Sombrias, onde ficam Erebor, Valle e a Floresta das Trevas, um lugar propício para os heróis começarem sua carreira de aventuras.

Acompanha o módulo básico de O Um Anel um brinde especial: um d12 que gera números aleatórios de 1 a 10, mais a runa de Gandalf e o Olho de Sauron; e seis d6, também personalizados.

John Howe, um dos artistas mais renomados a retratar a Terra-média, ilustra várias páginas dos dois livros.

Vencedor Ouro 2012 do prêmio ENnie de melhor arte interna.

O Um Anel – Aventuras além do Limiar do Ermo contém:

• Livro do Aventureiro, com 192 págs. em cores, ricamente ilustrado

• Livro do Mestre, com 144 págs. em cores, ricamente ilustrado

• 2 mapas das Terras Ermas, a região da Terra-média visitada por Bilbo Bolseiro em O hobbit

• Brinde: 7 dados personalizados

Qual a sua preferência??

Bom galera, como vocês já devem saber Forgotten Realms foi anunciado como o primeiro cenário a ser explorado pela WotC para o D&D Next. Mas nós sabemos que este não será o único cenário da nova edição.

A WotC não deu maiores detalhes sobre quais seriam os outros cenários a serem explorados em D&D Next, por isso mesmo nós queremos saber sua opinião:

 

Aguardamos sua resposta!! 

RPG Dust Devils – Façam suas apostas!

Esqueçam os dados!!

Rpgistas saquem seus baralhos e preparem-se para o pôquer.

Dust Devils é um jogo de RPG com tema western já bem conhecido dos gringos americanos (desde 2002) mas que só agora ganhou uma versão traduzida para o português. O pré lançamento foi feito agora no mês de agosto e para quem nunca ouviu falar neste jogo da Editora Redbox vou tentar fazer um resumo dos personagens e da mecânica do jogo com base em alguns matérias que li na net.

Personagens:

Esqueçam os monstros, elfos e magos. Em Dust Devils todos os personagens são humanos e você pode escolher entre as celebres figuras do lendário velho oeste como pistoleiros, cowboys, homens da cavalaria, fazendeiros, xerifes, foras da lei, comanches, sioux, garotas do saloon, garimpeiros…
E sem duvida a maior batalha que os personagens enfrentarão será contra seus próprios Demônios, seus segredos obscuros, passados problemáticos e os piores vícios que atormentam suas vidas. Os “devils” são caracterizados por vícios, medos e segredos que os diferem das outras pessoas e que são obcessões que devem ser continuamente combatidas.

A questão continua sendo: “Atirar ou largar a arma?“, “É possível uma pessoa se redimir de um passado nebuloso?”, “O que leva uma pessoa a se tornar um herói no velho oeste?”

Cenário:

Claro, o bom e velho oeste americano. Porém até a versão anterior do jogo o cenário em si era fracamente descrito uma vez que a proposta do jogo era que os jogadores se baseassem nos filmes ou quadrinhos do estilo faroeste.
Mas uma coisa que muitos podem achar interessante é que Dust Devils apresenta cenários alternativos onde são abordados outros gêneros de ficção, como o Deathwish baseado em espionagens no estilo James Bond, o cenário Ronin, onde os personagens são Ronins no Japão feudal e que presam do dever acima de tudo e por ultimo tem o cenário Concrete Angels, no estilo Sin City, onde a cidade é sombria e a criminalidade predomina.

Mecânica de jogo:

Lembra que eu disse que era para esquecer os dados? Pois é…

O jogo não usa dados para resolução de suas cenas e sim pôquer. Hein??
Isso mesmo que você leu. Pôquer.

Cada personagem possui quatro atributos básicos, uma para cada naipe do baralho e são eles:

Hand (espadas) = aptidões físicas. Habilidades de uso das mãos, pernas ou corpo em geral
Eye (ouros) = percepção e raciocínio
Guts (paus) = resistência, saúde e sangue frio
Heart (copas) = charme e interação social

Além desses atributos básicos, cada personagem tem duas traits (características) descritivas como “rápido como o vento” e “feroz como um tigre” por exemplo. E ainda é necessário que escolham seus passados e presentes com base em frases simples que as definam.
Por último é determinado o “devil” que nada mais é do que o lado ruim de sua personalidade que cada um tenta esconder e contra a qual ele sempre luta e que geralmente marca seu passado, como por exemplo, assassino, mentiroso, ladrão, covarde, dentre outros.
Escolha bem o seu devil, pois em um momento critico este detalhe de sua personalidade que tanto tenta esconder poderá ser justamente o que salvara sua vida.

É hora da briga!

E é aqui justamente onde mora um dos grandes diferencias do jogo.

Esqueça a ação. Dust Devil baseia-se na resolução do conflito. Você não fará um teste para saber se você acertou o inimigo o teste é para saber se você venceu ou não o combate sem se importar muito com detalhes.

Se você vai conseguir ser bem sucedido ou não vai depender de sua mão de pôquer e as do Dealer (carteador, que faz o papel de mestre). E a quantidade de cartas de cada jogador será definida de acordo com seus atributos, passado, presente e devil. E este sistema também possui fichas de pôquer que podem ser usadas por cada jogador na tentativa de diminuir um possível dano ou mesmo providenciar uma retirada estratégica da cena.

Outro detalhe é que Dust Devils é um sistema de RPG de narrativa colaborativa. Na hora de uma resolução, quem quer que tenha a maior mão (carta de maior valor), descreve como a cena acontece, inclusive determinando o dano do lado perdedor. Um único teste pode realmente determinar toda uma cena.

Outra diferença é: Seu personagem vai morrer? Isso é inevitável?
Então é você mesmo que vai determinar como será sua morte, possibilitando assim um final épico.

Bom, essa foi uma descrição básica deste jogo levando em consideração as versões anteriormente lançadas e que segundo a própria Editora Redibox se manterão para esta nova versão tendo apenas alguns detalhes e cenários aprimorados.

Resta saber: Será que Dust Devil é realmente tão interessante quanto parece?

E o ENnies Awards foi para…

Uma noticia não tão recente assim, mas que vale a pena ser comentada, foi que durante a Gen Con que ocorreu no final de semana passado, houve a entrega do ENnies Awards 2012, que pode ser considerado como Oscar do RPG Mundial e que em suas versões iniciais visava apenas premiar jogos em sistema d20, mas que posteriormente abrangeu a premiação à todas as formas de interpretação.

Não, este post não é para dizer quem foram os premiados em cada categoria, mas sim para fazer um breve comentário sobre o maior premiado do ano, que foi o Pathfinder Roleplaying Game da editora Paizo que faturou nada mais nada menos do que sete prêmios (sendo todos eles na posição ouro)

Tá bom… Para quem ainda não deu uma conferida na lista e ficou curioso para saber quem foram os ganhadores de todas as categorias, ai vai o link http://www.ennie-awards.com/blog/who-we-are/history-of-winners/2012-noms-and-winners/

Mas para facilitar um pouco as coisas, vou listar aqui apenas as categorias que o Pathfinder faturou.   

Melhor Arte de Capa  

Melhor Cartografia

Melhor Produto Gratuíto

Melhor Produto de Miniatura

Best Production Values

Melhor Website

Produto do Ano

E de fato muitos acharam mais que merecido os prêmios faturados pelo Pathfinder, uma vez que este jogo tem uma aceitação muito grande entre os RPGistas.

Pathfinder (PFRPG) é um jogo de RPG lançado pela Editora Paizo e que é basicamente uma modificação da versão do D&D 3.5 numa tentativa de eliminar problemas existentes no D&D, o tornando mais atrativo ao simplificar suas regras e permitir a criação de novas classes aumentando também suas habilidades, e que também tem em vista manter a compatibilidade com versões anteriores. (calma, pretendo voltar em outra oportunidade e falar mais sobre este assunto)

    Este RPG foi lançado em 2009 após um ano de playtest que foi aberto ao público e do qual cerca de 50.000 pessoas participaram, retornando seus feedbacks à editora numa tentativa de tornar o jogo um dos melhores d mercado.

Uma curiosidade: A fase aberta de playtest do Pathfinder havia sido a maior até aquele momento, uma vez que sua fase de testes teve inicio em 2008 e se estendeu até 2009. Será que foi visando a um resultado tão positivo quanto este que a WotC anunciou uma fase de testes para o novo D&D Next com duração de dois anos?

  Tudo é possível…

É já que começamos o post falando sobre o ENnies Awards, uma outra curiosidade: a versão de testes do PFRPG ganhou ouro para ”melhor produto gratuito ou melhoria web” no ENnies2008

Outro jogo que também chamou a atenção na premiação deste ano foi Marvel Heroic Roleplaying Basic Game (Margaret Weis Productions) que faturou três prêmios, sendo dois de prata e um de ouro por “melhores regras”,  e que com certeza merece uma postagem aqui no blog do M&D.

Rio Play Game

Atenção RPGistas do Rio de Janeiro!

Deixem marcado na agenda!

Nos dias 15 e 16 de setembro está programado para acontecer a primeira edição “Rio Play Game” no bairro de São Cristovão.

A expectativa é que seja um grande evento e ele ira reunir muitas atrações como RPG de mesa, card games, Conselho Jedi, Cosplay de personagens de jogos, workshop e palestras e muito mais.

Mais informações:

http://www.tnheventos.com.br/rioplaygame/Default.aspx

 

D&D Next // Aconteceu na Gen Com Indy 2012 – Final

Antes de tudo, para que possamos abordar de forma eficiente as novidades anunciadas na convenção, vamos primeiro fazer um breve resumo do quem tem sido o D&D Next até o momento.

Palavras do mestre da playtest do D&D Next no fórum Masmorras e Dragões, Allian:

“Por volta do final de maio, a Wizards liberou a primeira fase aberta de playtest para o D&D Next onde eles mandaram um pacote fechado que permitiria um grupo de jogadores jogarem uma mesa de teste da nova edição e que consistia em uma aventura já pronta, que na verdade era uma aventura antiga da segunda edição, reformulada pra rolar nessa edição nova, juntamente com algumas fichas já pontas que os jogadores pudessem usar.

Logo depois eles mandaram dois questionários (um com perguntas genéricas e outra só sobre magias) para quem participou do teste beta, pedindo feedback, indicando que provavelmente eles queriam pegar uma base antes de procurar atacar problemas prováveis.

Entre os dois pacotes betas de teste o mais relevante foi a mudança nas classes e a adição de classes e raças novas. Ao invés de liberarem fichas prontas, eles liberaram as classes, raças, backgrounds e outros separadamente, o que permite que vejamos melhor como essas opções funcionam individualmente.

Houve mudanças significativas no balanceamento das classes.

O guerreiro praticamente foi refeito. O ladino, que dependia muito de se esconder para funcionar mudou bastante. Parece que a WotC quer fazer um controle bem fino do sistema de se esconder e de atacar escondido. O mago e o clérigo tiveram o potencial de combate reduzido, provavelmente pra que tudo fique no mesmo patamar.

Além disso, nos últimos dias, fizeram uma atualização no 2º pacote de testes e lançaram duas classes novas: o feiticeiro e o bruxo.”

(Numa postagem futura, volta com um resumo mais detalhado sobre essas duas classes novas lançadas)

Mas vamos as novidades anunciadas pela WotC.

Durante a importante palestra “The Future of Dungeons & Dragons“ o foco principal, como não poderia deixar de ser, foi a futura edição, o D&D Next e o que os jogadores poderiam esperar para os próximos anos

E sobre isso uma das informações mais importantes é que esta fase de teste deverá durar dois anos. Ou seja, existe uma grande possibilidade de que o lançamento da nova edição ocorra em 2014 junto com o aniversário de 40 anos do D&D

Também foi informado ao público que o primeiro, e provavelmente o principal, cenário abordado para esta nova edição será Forgotten Realms, que passara por um “Sundering” para acertar problemas existentes nas edições anteriores. Na convenção, foi também informado que este não será o único cenário, porem não deram mais detalhes sobre quais seriam os outros a serem trabalhados…

Segundo os criadores o objetivo é que no D&D Next cada classe tenha uma coisa própria, única e também evitar que a mecânica do jogo determine como cada classe deva agir.

Outra noticia que deixou muita gente animada é que a WotC pretende disponibilizar em formato pdf os livros das edições antigas de D&D, e embora não tenham sido dados maiores detalhes sobre o assunto o interesse gerado por esta informação foi grande, uma vez que os livros antigos de D&D ainda são comercializados por valores altos.

Agora é esperar pelas próximas informações da WotC e os próximos pacotes de testes.

Drizzt do’urden estava na entrada do stand do D&D na convenção

Aconteceu na Gen Con Indy 2012 – Parte I

Para quem não ficou sabendo neste final de semana, mas precisamente entre os dias 16 e 19 de agosto, aconteceu a 45º Gen Con em Indiana (EUA), que é uma das maiores e mais importantes convenções que reúne apaixonados por jogos em suas diversas formas, incluindo jogos de tabuleiros e é claro RPG.

E dentre os vários anúncios feitos para o futuro dos jogos de RPG algumas noticias se destacaram como por exemplo as informações quentíssimas sobre o novo D&D Next (que por ser um assunto extenso, vou deixar para comentar na próxima postagem) e o anuncio do inicio da fase de testes do RPG Star Wars: Edge of the Empire da Fantasy Flight.

Isso mesmo, preparem-se fãs de Star Wars (eu, eu, eu o/), foram anunciados três livros do tema, cada um contendo regras independentes e abordando um ponto de vista próprio do universo em questão, mas que se complementam.

E o primeiro deles, que provavelmente será lançado na Gen Con do ano que vem, será o Edge of the Empire que abordara o período da luta entre a aliança rebelde e o império e que tem o foco principal nos personagens marginalizados como os contrabandistas (como Han Solo) e os caçadores de recompensas (Booba e Jango Feet são bons exemplos).

Os outros dois livros seriam Star Wars: Age of Rebelion (aborda a guerra entre a republica e o império com foco nos espiões, copilotos e soldados da aliança rebelde) e Star Wars: Force and Destiny (foca nos usuários da força, que foram caçados pelo império).

Diferente dos seus antecessores, este lançamento se centraliza na guerra da rebelião contra o império. Abordando os eventos do filmes clássicos, episódios IV, V, VI. Em contra ponto ao seu antecessor direto Star Wars Saga que retrata toda a mitologia Star Wars, desde a antiga republica até o legado de Luke Skywalker.

Muito foi falado sobre o jogo Star Wars: Age of Rebelion (que esteve disponível durante o Gen Con para ser testado junto com seus criadores), mas o que causou polemica mesmo foi o fato que esta fase de testes será paga.

Isso mesmo, a versão Beta do jogo foi anunciada pela editora Fantasy Flight que deixou bem claro que ela estará disponível para qualquer pessoa jogar, desde que ela esteja disposta a desembolsar por isso U$29,95.

E acho justo avisar que não há qualquer indicio de que para quem adquirir esta versão de testes terá qualquer tipo de vantagem, mesmo que seja desconto no valor do produto, no momento da compra do jogo definitivo.

Com relação à mecânica de jogo, a parte mais relevante que foi anunciada e que Star Wars usara dados customizados (quem adquirir a versão Beta ganha adesivos que devem ser colados nos dados comuns), porém (e há quem diga que sempre tem um porém) já existe uma versão de rolador destes dados em formato de aplicativo ios e android e que são comercializados pela própria editora por mais ou menos U$ 4,99 (modelo que também pode ser usado para o jogo de miniaturas X-Wing)

A questão é que muitas editoras costumam disponibilizar uma versão gratuita para testes, e o fato da Fantasy Flight não ter adotado este procedimento gerou muitas criticas por parte dos fãs que aguardavam ansiosos pelo anuncio deste novo RPG.

Um ano de testes. Será que vale a pena pagar por uma versão incompleta deste RPG?

Vinda da Escuridão – partes 23 e 24

XXIII

Steve descia do automóvel e seguia a passos decididos em direção a casa principal enquanto os serviçais tratavam de pegar suas malas e levar para seu quarto.  No final do caminho de pedras que levava para a varanda ele muda a sua direção e começa a circundar a casa.

Steve seguia pela propriedade já chegando aos campos sem nem ao menos olhar para trás nem falar com nenhum dos empregados. Ele caminhou até chegar a um pequeno lago que nos dias de calor muitos dos empregados usavam para se refrescar no final do dia.

Steve descalçou os sapatos e as meias, dobrou a calça até a altura dos joelhos, pousou seu terno e gravata sobre os sapatos e entrou caminhando no lago até a água ficar-lhe pela metade das canelas. Então ele se voltou sua atenção para a casa e ficou a observando por alguns minutos ali parado.

Steve mais uma vez se certificou de que estava a sós e então seguiu caminhando para dentro do lago. Até que a água cobriu-lhe todo. Deixando pelo caminho que fizera uma mancha negra como piche.

M’Thulu caminhava pela fazenda coletando algumas flores, em especial a procura de margaridas as preferidas de Amanda, para decorar a casa e o quarto dos noivos. Aqueles eram os últimos detalhes, ele havia deixado para fazê-lo quando estivesse faltando pouco para o casamento, para que as flores não murchassem.

Enquanto voltava para a casa grande M’Thulu via que o Sr. Steve estava a sós no lago e caminhava para o fundo. Ele não sabia o porquê, mas quando viu o Sr. Steve ali sentiu um frio percorrer-lhe toda a espinha então ao reparar que o homem não retornava a tona após um tempo correu em direção ao lago. Ao chegar ao lago M’Thulu não via nada além das plácidas águas transparentes do lago.

Preocupado com Steve, M’Thulu mergulhou no lago a sua procura. M’Thulu intercalava braçadas e gritos chamando por Steve. De repente M’Thulu, começou a sentir a água mais pesada e reparou que tinha de fazer mais força para conseguir nadar.

Ele olhou para os braços e estavam cobertos de uma substância negra como piche. E aquilo parecia que fazia resistência as suas braçadas. Tomado pelo susto M’Thulu começou a nadar em direção a margem. Quanto mais nadava mais sentia que suas forças acabavam ele já conseguia ver a cesta com as flores que acabara de colher quando sentiu algo puxando suas pernas.

M’Thulu tentava se soltar mas aquele líquido negro viscoso entrava por suas narinas e boca deixando um grito mudo enquanto o levava para o fundo do lago.

XXIV

Amanda era penteada pela mãe enquanto a Sra. Macarty a ajudava a vestir seu vestido de noiva e fazia os últimos ajustes.

– Vamos Amanda! Encolha essa barriga! – dizia Sra. Macarty enquanto puxava o espatilho.

– Ai! – gritava Amanda.

– Pronto está amarrado!

– Vamos filha, não se mexa tanto!  Assim não conseguiremos terminar de arrumá-la para o seu casamento!

Neste momento a esposa do Coronel Andrew Jackson, Rachel Jackson entrava pela porta do quarto onde as mulheres arrumavam a noiva.

– Meu Deus! Como Amanda está linda! – exclamou Rachel ao entrar. – Marta, sua filha está parecendo uma princesa dos contos infantis!

– Ora Rachel! Venha aqui ajudar com isso. – respondeu Marta ainda arrumando o penteado da filha. – Fique quieta Amanda!

As mulheres arrumavam a noiva enquanto nos jardins da Mansão Fisher alguns dos membros mais influentes do estado se confraternizavam. Facilmente se encontrava o Coronel Andrew Jackson, herói na Batalha de Nova Orleans, com suas protuberantes sobrancelhas, conversando com o prefeito Augustin de Macarty, John Caldwell Calhoun, o Dr. Luís LaLaurie e o pai da noiva, tratando de assuntos políticos. Em outro lugar do jardim estavam os irmãos Lafitte, Steve Palmer, o xerife Lebeau e James Bowie.

Assim tudo corria tranquilamente, quando o noivo Thomas Fisher chegava no local trajando uma impecável casaca completa, sua cartola e abotoaduras com a mesma pirâmide da nota de um dólar, acompanhado pelo advogado Martin van Buren.

– Obrigado Sr. Van Buren pelas abotoaduras. – disse Fisher.

– Ora Sr. Fisher, é uma honra ter o senhor como um membro de nosso clube, que já conta com o coronel Jackson dentre outros.

– Como disse senhor é uma honra para mim.

– E seu irmão Sr. Fisher ele nos honrará com sua presença?

– Infelizmente meu irmão não poderá comparecer. Ele recentemente está numa viagem até a capital. Mas não tardará a estar conosco em breve. Agora senhor se me devemos nos posicionar para o início da cerimônia. Afinal és meu padrinho e amigo de velha data de meu pai.

O velho advogado concorda com um leve aceno com a cabeça e segue com Thomas e tomam suas posições.

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